A Leitura de Wilson Simonal 40 Anos Depois

Gisele Caldeira Sena Martins
Tatiane Kely Ribeiro

RESUMO

O objetivo deste artigo é examinar a visão das pessoas sobre Wilson Simonal após 40 anos de seu sucesso. Nosso intuito é desenvolver essa pesquisa através de blogs, e falar sobre o período da ditadura militar, que serviu de pano de fundo para a decadência do cantor, que de uma forma inesperada se viu acusado de delator do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), crime imperdoável nos tempos da ditadura.

Palavras-Chave: Dops, blog, ditadura.

INTRODUÇÃO

O período da ditadura militar teve inicio na década de 60 no Brasil. Nesta época o país vivia um contexto de crescimento econômico, movimentos artístico-cultural de jovens e intelectuais e formação de grandes redes de televisão, por exemplo.

Neste artigo abordaremos qual a visão do público de Wilson Simonal e da classe artística após 40 anos de seu sucesso e a visão do meio artístico, jornalístico e intelectual de 1971, época em que o cantor Wilson Simonal foi noticiado no jornal Pasquim de delator do DOPS.  O objetivo do organismo era controlar e reprimir movimentos políticos e sociais contrários ao regime no poder. Tal como foi e é visto, considerado e julgado tanto pela classe artística e por seu público como pelos blogueiros e comentaristas.

O documentário Wilson Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, de Cláudio Manoel (2008), trata da ascensão de Simonal um jovem pobre e negro que descobre ainda no Exército a vocação para cantar. Esta biografia-musical traz à tona o drama do preconceito e do racismo vivido por este e até mesmo a prepotência do cantor ao lidar com o sucesso e a fama. Pois, é no auge de sua carreira que a trama se desenrola sob os auspícios da ditadura militar, que serviu de pano de fundo para a decadência do cantor Wilson Simonal, que de uma forma inesperada se viu acusado de delator do DOPS[3], crime imperdoável, no escândalo que envolveu seu ex-contador, Rafael Viviani.

 METODOLOGIA

Através de blogs como o do jornalista Paulo Moreira Leite e Tellé Cardim serão analisados o ponto de vista dos blogueiros e comentaristas, referente ao documentário na busca da diversidade de opiniões que tecem seus post.

Já os textos A Critica e o Cinema Impuro, de Luiz Zanin Oricchio (2003), A Estética do Filme, de Jacques Aumon (1994) e A Linguagem Cinematográfica, de Marcel Martin (1990) contribuem para enriquecer através dos elementos da narrativa cinematográfica a análise deste documentário cujo enredo trata da trajetória da carreira do cantor. Também são mencionadas as paródias da cantora Ivete Sangalo e Fábio Júnior e Fiúki, que foram veiculadas através dos meios de comunicação e aludem a Wilson Simonal.

SIMONAL NAS TELAS

O texto A Critica e o Cinema Impuro, de Luiz Zanin Oricchio (2003), nos ajuda a perceber a forma como um dos entrevistados do documentário diz a respeito deste. “É, antes de tudo, um filme bem pensado e bem montado. Traz trechos das apresentações ao vivo de Simonal, úteis para quem não o conheceu e emocionantes para quem viveu naquele tempo. Vendo as imagens, não há mistificação possível: Simonal foi um entertainer[4] sem igual. Acompanhado pelo trio Som 3, comandava o público do jeito que bem entendia. Seu ápice foi reger o Maracanãzinho lotado, 30 mil pessoas que obedeciam ao seu comando e faziam coro com ele. É brilhante”, diz Nelson Motta (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008)

Esta biografia musical é composta pela hibridação que existe entre as linguagens do cinema e as da tevê e do videoclipe, por exemplo. Pois, Simonal é visto cantando, em diversas apresentações, inúmeras vezes.

O documentário, logo no inicio nos mostra elementos da narrativa cinematográfica. Pois, inicia-se com um discurso descontraído do cantor como uma demonstração de sua personalidade irreverente em primeiro plano, quando aparece o rosto de Simonal em tela cheia. O diretor abusa de vinhetas coloridas que remetem à alegria do cantor.

A historia que se desenrola a partir de então passa pela narrativa do filho de Simonal, Max de Castro, que discursa sobre o auge da carreira do pai, enquanto a câmera num movimento de travelling para trás revela algumas fotos do músico que comprovam esse episodio. E em um movimento de travelling para frente exibe seu potencial artístico-musical. Segue-se a cena em plano aberto quando o cantor quando chega ao palco, apresentando pela primeira vez conhecemos o seu bordão: Alegria, alegria.

Ao cantar a música “Meu limão meu limoeiro” vemos em primeiro plano o rosto de uma moça que assistia na platéia com toda satisfação de estar ali. “Simonal tinha o poder de ‘suingar’ até no falar”, relata Tony Tornado (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008).

Mais uma vez temos seu rosto em plano médio e a câmera desfocada, como se fora manipulada por um amador ao cantar “Mamãe eu quero”. Já o clipe “Mamãe passou açúcar em mim” focaliza Simonal em primeiro plano, então num travelling para trás temos em plano aberto exibindo todo o palco juntamente com os demais dançarinos.   Noutra ocasião em que o músico canta ao lado da diva norte-americana Sarah Vaughan, ambos estavam de perfil em primeiro plano, em seguida enquadrados em plongé.

No decorrer do documentário, surpreendemo-nos com Simonal sendo o precursor do lançamento do amuleto da sorte, o MUG, que vendia a idéia de segurança ou guarda-costas, ao estrear como o garoto propaganda da marca Shell. O Jornalista Arthur da Távola   (IBIDEM), fala que “Para a classe dominante, Simonal era um negro metido a branco, o que era imperdoável para aquela classe devido ao alto grau de racismo da sociedade brasileira naquela época”. Simona, como era chamado, sabia bem disso e protestava do jeito dele. Percebemos isso em um dos seus shows, quando em plano geral com ironia ele diz que não sabia o porquê e nem de onde vinha um negro, provocando sutilmente questões sobre este tema. Há um corte de cena e uma música cômica sobre sua cor.

O Signo icônico neste anuncio é o símbolo da Shell. A cor em preto e branco remete ao tradicional, a cor amarela é a cor do símbolo da Shell. A metáfora é Simonal vestido de super herói. O dicissigno ou a frase nesta publicidade afirma e faz uma redundância necessária para a marca que o cantor representa. Os braços de Simonal para cima demonstram firmeza. Na analise da imagem está explicito que Simonal é um super herói. E está implícito subentendido que a Shell é a melhor marca do mercado.

Conforme afirma o cantor e ator Tony Tornado (IBIDEM), “Foi aí que ele arrasou, foi aí que ele causou a tal da inveja, foi aí que começou a bronca”, nesse comentário aparece Simonal em plano médio no espelho arrumando a faixa que virou sua marca registrada. Interessante, que isso ocorreu por causa de uma enxaqueca. Wilson Simonhinha (IBIDEM) filho de Simonal comenta: _ “Alguém falou com ele para amarrar batata. É uma simpatia comum ai que tem que amarrar com uma fita na cabeça, para passar a enxaqueca. Ele entrou com a fita e esqueceu”. Vemos então discos de Simonal sendo projetados em movimento no espaço fílmico como se estivessem voando na tela, ou seja, vinhetas coloridas para ilustrar a grandiosidade do sucesso e tamanha venda de seus discos. Logo depois, aparece o rosto dele com a mão imensa e a câmera se aproximando, até focar bem o seu rosto em primeiro plano. Ele dizia gostar muito de dinheiro e assumia ser mascarado. Simonal, fala com a “boca cheia” que o sucesso é fascinante.

Em seguida o cantor conversa com uma crítica e eles são enquadrados em plano médio e então a câmera se posiciona fixa no rosto dela.

A ingenuidade de Simonal é nítida, quando ele acreditou que podia jogar na seleção ao lado de Pelé, comenta Chico Anysio (2008). Há na música “País Tropical” um enquadramento que começa com um plano aberto e vai se fechando até um plano americano. Chico Anyzio (IBIDEM) relata “A música País Tropical é do Jorge Ben Jor e o Simonal gravou no estilo dele. E ai acusaram-no de ser ufanista[5]. Isso era uma coisa proibida na época, não se podia ser brasileiro naquela ocasião lá da revolução. Quem dissesse ‘viva Brasil’ era direitista”. Anyzio, (2008) conclui afirmando “Quem classifica como ufanista a gravação de País Tropical feita pelo Simonal é um débil mental”.

O produtor musical Luiz Carlos Miéle (2008) fala do contraste da vida de Simonal ao passar pela rua da casa em que sua mãe trabalhou. Segundo este, ele que não podia entrar na casa e pulava o muro para pegar a marmitinha preparada por sua mãe porque a patroa desta não permitia que seus empregados tivessem crianças. Com a fama ele entrou pela porta da frente da mesma casa com direito a tapete vermelho, jornalistas e fotografias.

Pelé (2008) comenta “é impressionante todo cantor quer ser jogador e todo jogador quer ser cantor”.                           

Na analise da imagem está explicito que Simonal e Pele trocaram os papeis. E está implícito subentendido que todo cantor tem vontade de ser jogador e todo jogador tem vontade de ser cantor. A cor amarela na blusa de Simonal é a cor da bandeira do Brasil, assim como também é o uniforme do time, a cor rosa da camisa de Pelé, demonstra como Simonal é despojado e o lenço na cabeça de Pelé é uma metáfora do cantor. A bola no meio é um índice icônico que indica a paixão de ambos pelo futebol, e o fundo seria os shows do cantor assim como uma bela partida de futebol. 

Marcelo Hessel (2009) diz que há temas obrigatórios. A segunda metade do documentário aborda o imbróglio com a ditadura que levou Simonal ao ostracismo – não havia nada pior nos anos 70 do que um artista ser visto por seus pares como delator – e chega-se a um consenso, disseminado hoje, de que Wilson Simonal era no fundo um ingênuo. Um sujeito que acreditava piamente ser capaz de jogar uma Copa do Mundo só podia mesmo ser um ingênuo.

Em primeiro plano aparece a noticia, “Rei do pa-tro-pi vê o sol qua-dra-do”, “Simonal entrou em fria”. Começam os depoimentos sobre a falta de dinheiro de Simonal. Após essa cena ele aparece em plano aberto mostrando sua solidão, em seqüência entra o primeiro plano onde podemos reafirmar seu desespero e sua tensão.

Miéle (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008) diz que Simonal foi ingênuo e soberbo em vez de pedir desculpas, disse a imprensa, “É isso mesmo! Eu tô com os homens mesmo e todo mundo me adora”. Em seguida a câmera congela em Simonal em plano médio.

Começou a derrocada do cantor, aparecem várias charges sobre ele. Nos depoimentos dos entrevistados percebe-se que a maioria dos depoentes acredita que Simonal jamais foi informante do DOPS. Nelson Motta (IBIDEM) relata que o desejo do cantor era se divertir e ostentar suas riquezas.

O caso do cantor foi “um prato cheio” para a imprensa e ninguém o defendeu, pois, ele era uma pessoa que não despertava empatia no meio artístico-intelectual. “Ele era uma vitima de todos os petiscos” segundo Chico Anysio (IBIDEM).

De acordo com o texto A Estética do Filme, de Jacques Aumon (1995), percebemos algumas imagens em plano fixo, como o congelamento ou a “parada da imagem” do rosto de uma mulher que conversa com Simonal em um bar e confessa que o admira. E o plano fixo também enquadrando Raphael Viviane, o seu ex- contador, ao se deparar no portão de sua casa com um homem que quer ouvir sua versão sobre o escândalo envolvendo o Simonal.

Identifica-se que Viviane é enquadrado em plano médio, enquanto ouve-se a voz de sua esposa que também colabora na entrevista, percebemo-na fora de campo.

Viviane (2008) diz que a versão dele nunca foi ouvida. Ele afirma que Simonal perdeu o patrocínio da Shell (por ser irresponsável, pois deixou o dono da Shell horas e horas esperando-o em uma reunião) e por isso faliu, acrescenta que apenas os shows não eram suficientes para suprir a vida pródiga de Simonal. Luís Carlos Miéle (2008) apresenta, no filme, termos talvez mais apropriados “Simonal era politicamente irresponsável”. Novamente a mulher do contador com a imagem oculta, fora de campo, tendo o rosto do esposo em primeiro plano, revela seu medo, e a tristeza em reviver uma historia que para ele foi devastadora.

O contador declara que passou por várias torturas e que achou que seu fim estava próximo. Ele foi obrigado a confessar que roubou Simonal para poupar sua família. Neste enredo envolvendo o DOPS o cantor viu sua carreira acabar com shows cancelados e artistas evitando sua presença.

Percebe-se no documentário, uma tensão típica do cinema brasileiro caracterizado como retomada[6]tendo em vista que entre 1995 e 2004, pouco mais de 40 documentários de longa-metragem estrearam no circuito comercial brasileiro. E lembremos o documentário de Wilson Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, foi lançado em meados de (2008). Este, assim como o documentário de João Moreira Sales, Notícia de uma guerra particular (1999) se defronta com problemas de implicações sociais. Todavia, neste deparamo-nos com o tráfico de drogas nas favelas do Rio de Janeiro, ao passo que naquele é abordado temas éticos como o racismo da sociedade Brasileira.

O filho do cantor Max Castro (2008) afirma no documentário que Simonal foi banido pela Rede Globo por ser de direita, segundo os esquerdistas. José Bonifácio de Oliveira alega que não houve boicote, revela que os colegas de trabalho do músico tinham dificuldades de trabalhar ao lado dele. “Escalar Simonal era uma dor de cabeça”, revela no documentário.

Com o fim de sua carreira e as frustradas tentativas de retomá-la, “Simonal cai em depressão e começa a beber para poder dormir, para não chorar”, afirma Sandra Cerqueira (2008) ex-esposa do cantor. Ele teve cirrose hepática de fundo alcoólico. Foi manchete no jornal Tribuna do Estado “O artista que venceu a morte”. Depois de todos estes problemas Simonal voltou para a mídia fazendo propaganda do supermercado São Cristóvão. Em uma nova cena aparece a voz oculta da segunda esposa de Simonal, Sandra (IBIDEM) “Até que acontecem os primeiros problemas”, depois ela aparece em primeiro plano mostrando sua forte tensão ao fazer o seguinte comentário “O release ainda é maravilhoso, só que a figura dele ainda está vinculada à ditadura”.

No texto A Linguagem Cinematográfica, de Marcel Martin (1990), identifica-se a câmera subjetiva se evidenciando no documentário quando este apresenta em um programa de auditório (Paulo Lopes na TV) um documento que comprova o seu não envolvimento com o DOPS. Ao abrir este, o seu conteúdo é exibido em primeiro plano, com a câmera subjetiva focalizando aquilo que o cantor vê no documento. Em sequência ele aparece no programa da Hebe Camargo, em plano americano, com um travelling para frente ate pegar apenas o rosto do cantor em primeiro plano, demonstrando seu nervosismo, sua decepção com os últimos acontecimentos referentes a seu nome.

Aos 62 anos o Brasil se despede de Simonal, ele faleceu de doença no fígado. Os artistas ignoraram sua morte, segundo informações de jornais. Em sequência a foto do cantor aparece em primeiro plano ate o plano médio, mostrando como ele era alegre e encantava o público. Em seguida aparecem vinhetas de Simonal, em vários cortes, mostrando seus shows, porém, esses aparecem em preto e branco, como quem diz o show chegou ao fim. Após este, ele aparece em plano geral fecha em plano médio, abre novamente e assim, sucessivamente. O documentário de Wilson Simonal (2008) acaba com seu rosto em plano americano.

Simonal viveu entre 1938 a 2000.

PARÓDIA

É válido lembrar a repercussão de seu sucesso ainda nos dias atuais, pois é na paródia que a cantora de axé, Ivete Sangalo faz referência a Wilson Simonal quando na gravação de um de seus DVDs, no Rio de Janeiro, abre o show cantando assentada em cima de uma moto e vestida toda de preto. Sendo que, Simonal certa vez entrou de moto num programa de TV vestido de lobo mau, do qual era convidado especial. Como também a publicidade do novo lançamento do carro Uno, atualmente veiculada na televisão, com a participação do cantor Fábio Júnior e de seu filho Fiúki que entoam um dos sucessos de Wilson Simonal “… Pra ter fonfon, trabalhei, trabalhei… pra ter fonfon, trabalhei, trabalhei…”.

WILSON SIMONAL NA VISÃO DOS BLOGUEIROS E COMENTARISTAS

 É no blog do renomado jornalista Paulo Moreira Leite (2009) que deparamo-nos com sete posts ora a favor, ora contra a acusação sofrida pelo cantor Wilson Simonal de delator do DOPS. Este é o tema tratado no documentário, pois aborda a vida e a carreira do artista e, sobretudo, a sua decadência artística ocorrida devido a tal acusação, visão essa defendida por seus produtores que sustentam uma posição de injustiça sofrida por Simonal, idealizando-o como vítima.

No post do dia 28 de outubro de 2009, Moreira Leite declara ser a favor da reabilitação de Simonal, porém, se diz surpreso por ver que o documentário trouxe à tona a tortura que o cantor praticou contra seu contador, prática infame ocorrida sob o regime militar. Esse episódio o condenou a cinco anos de prisão, no entanto, permaneceu nesta apenas nove dias para nunca mais voltar.

O jornalista comenta que Simonal fez escolhas e opções como mandar torturar seu contador ou até mesmo ter qualquer proximidade ou envolvimento com torturadores. Assim como o Jornal Pasquim que numa atitude corajosa denunciou a tortura na ocasião em que a ditadura fazia calar os meios de comunicação ou a liberdade de imprensa. Ele acrescenta que ao fazer suas escolhas o cantor deveria assumir suas responsabilidades.

O blog de Moreira Leite surpreende ao declarar que toda a defesa de Simonal apoiou-se em declarações de delegados e agentes que prestavam serviços ao regime militar. E é ainda mais surpreendente quando o nome do deputado Antonio Biscaia é citado, este afirma que foi pressionado por um oficial do Exército a afrouxar a denúncia. Em contrapartida há no documentário declarações do ator e comediante, Chico Anysio (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008) dizendo que desafia alguém que tenha provas que apontem Simonal como sendo “um dedo duro”.

Segue comentários em decorrência das declarações expostas por Moreira Leite:

Marmanjo, 28 de outubro de 2009: “Para mim, torturador é torturador não importa quantos ele torturou”. Ele concorda em resgatar a obra do cantor, porém, para inocentá-lo, deve haver provas contundentes de sua não participação.

Cândida, 28 de outubro de 2009. “Ele não fez nada para que as pessoas viessem a ter outra imagem dele. A de dedo duro falou mais alto”.

No post Simonal nos tempos bons de 15 de julho de 2009, Moreira Leite comenta que logo no inicio de sua carreira Simonal teve o apoio do apresentador e produtor musical, Carlos Imperial, chegando a se apresentar em seu programa de TV. Ele também foi levado pelos produtores musicais Miéle e Ronaldo Bôscoli para o Beco das Garrafas, lugar que serviu de reduto para a Bossa Nova nos anos 60. Já em 1964 Simonal viajava pela América do Sul e Central com o conjunto Bossa Três.

Simonal foi o primeiro negro a apresentar um programa de TV, esse ocorreu no ano de 1966. Em 1970 ele acompanhou a Seleção Brasileira na copa do México. Wilson Simonal era um dos artistas mais caros naquela época. No documentário, Miéle (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008)  chega a citar que ele era tão popular quanto o cantor Roberto Carlos.

Moreira Leite (2009) afirma que além de possuir uma ótima voz, Simonal era também carismático e tinha uma capacidade imensa de interagir com a platéia. O jornalista chega a colocar uma bula em seu blog na data de 21 de junho de 2009, para que as pessoas saibam como ver o filme. O jornalista diz que o intuito do documentário é mostrar que o cantor foi vítima de uma campanha da imprensa que acusou Simonal de ser informante do regime militar sem ter provas, porém, Biscaia não foi ouvido e ele sim teria provas que incriminariam Simonal.

Através do jornal Folha, Moreira Leite traz a contribuição de Mario Magalhães que revela a atividade policial voluntária do cantor junto aos órgãos de segurança.

Segundo o jornalista, essas são provas contundentes que desmentem o filme que idealiza Wilson Simonal como sendo vítima do racismo e por ter vindo de origem pobre. Ele acredita que o filme quer dizer uma coisa, mas passa outra.    

No post O procurador diz que tapetão ajudou Simonal 26 de maio de 2009, como se sabe quem assistiu ao documentário esse episódio (DOPS, acusações) marcou a vida do cantor, (MOREIRA LEITE, 2009) diz: _ “Foi naquele momento dramático, em 1971, que apareceram as surpreendentes ligações de Simonal com agentes do DOPS e com os órgãos de repressão, que o levaram a ser acusado de dedo-duro em vários órgãos da imprensa da época”. 

Biscaia (2009), afirma que as provas contra o cantor eram tão evidentes que foram todos condenados e que até o zelador do prédio viu o contador machucado.

O jornalista fala que a condenação do cantor deixou todo o país em choque, pois, envolvia um grande ídolo popular. No blog, deparamos com as discussões sobre o motivo do declive de Simonal se fora ou não culpa da imprensa. Moreira Leite (2009) acredita que o cantor fez escolhas e ate concorda com o produtor musical Luiz Carlos Miéle (2008), quando este afirma no documentário que Simonal foi o maior cantor daquela época, porém, não concorda quando uma comentarista diz que o cantor teve um triste fim por culpa da imprensa. Ele acredita que as escolhas do cantor o sujeitaram a tudo aquilo o que ele passou, e que o Jornal Pasquim só tentou fazer seu trabalho, sendo esse muito difícil na época da ditadura.

Moreira Leite (2009) comenta que nem toda a imprensa desacreditou em Simonal, tanto que ele foi ao programa de TV da Hebe Camargo e do Paulo Lopes, programa estes campeões de audiência naquela época. Ele lamenta as acusações contra o cantor, mas acha injusto o que ele cometeu.

O comentarista Roger Rodrigues, 26 de maio de 2009 diz que Simonal “se deu mal quando quis usar do Estado para fazer algo não ético, e que os fins não justificam os meios”. E a comentarista Creuza Maria, 26 de maio de 2009 acredita que a imagem que ele deixou foi de um pop star, negro, com ginga e uma voz maravilhosa.

Surge Um novo eufemismo para tortura 26 de maio de 2009, “fazer justiça fora do ordenamento Jurídico”, para Moreira Leite o comentário do comentarista José Roberto, 26 de maio de 2009 foi demais para se referir à tortura. Ele acredita que “com esse vocabulário, deixamos de falar de um crime covarde, hediondo e inafiançável. “Fazer justiça fora do ordenamento jurídico” pode ser equivalente a fazer justiça com as próprias mãos. Mas está errado. Simonal usou as mãos do DOPS”. E essa forma de fazer justiça inclui choques elétricos, pancadarias, ameaças e morte.

“O filme ainda menciona uma reportagem de jornal onde um certo “inspetor Borges”, do DOPS, diz que Simonal era dedo-duro. Mas não esclarece quem é essa pessoa, se ele falou mesmo isso e por quê. Pode até ter sido uma forma de “queimá-lo”, depois que tudo deu errado. Mas está lá no filme”.

Outro ponto que o filme não esclarece é o porquê de Simonal ter direito de solicitar favores ao DOPS. Comentários à comentarista Mirella, 26 de maio de 2009 diz que “foi um segurança de Simonal, isso quer dizer que ele foi ao DOPS”. Enquanto Outro José Roberto, 26 de maio de 2009, diz que “Se ele procurou outros meios para pressionar o seu contador, ele fez justiça fora do ordenamento jurídico”! Ou seja, não procurou os órgãos competentes para apurar a sua denúncia contra o contador.

Simonal Entre torturadores e torturados de 25 de maio de 2009, Moreira Leite, (2009) diz que “o documentário tem muitas qualidades. Ensina sobre o talento da musica brasileira, discute nossas atitudes éticas diante das mentiras e injustiças, e serve para discutir as responsabilidades dos indivíduos”.

O jornalista acredita que o cantor não tinha consciência da gravidade de seu feito, e por isso perdeu prestígios, e viu artistas rompendo com ele e recusando a fazer shows ao seu lado. “O filme tem razão em denunciar a postura de artistas e amigos que abandonaram Simonal quando a vida ficou difícil. Muitos depoimentos dizem que o sucesso de um negro, filho de uma empregada doméstica, causava inveja em muita gente” relata Moreira Leite (2009).

A critica de Moreira Leite (2009) é que o documentário não tenha debruçado sobre alguns personagens, como o delegado, o secretario de segurança, ministro, dentre outros. Ele se pergunta será que não conseguiram contatos? O jornalista crê que “isso ajudaria a entender melhor rosto e sombras de um passado que desaparece por encanto sempre que se chega perto dos porões da ditadura”.

Já no blog do jornalista Tellé Cardim, de 01 de julho de 2010, ele aborda que Simonal foi alfaiate da musica popular brasileira, e afirma que nenhum cantor depois dele teve aquela ginga. Nem mesmo seus filhos. No entanto, aborda que ele tinha um jeito esnobe de entrar no palco, e que só se admitia andar com carros do ano como o seu mustang, o carrão da época e que adorava andar bem vestido. Ele afirma que em certo momento o cantor chegou para seu amigo Geraldo Vandré que tinha um fusquinha e disse que cantores como eles não podiam andar em carros como esse.

Cardim não acredita que Simonal tenha caído por questões raciais, e sim por uma “patrulha ideológica contra ele”. O jornalista não crê que uma pessoa que tenha levantado o Maracanã e que cantava Martin Luther King seria um cara de direita, mas releva que a maioria das pessoas acreditaram nisso.

Cardim diz que nos anos 1990, Simonal procurou pela cantora Ana Lucia e por ele dizendo que iria voltar a fazer shows, e assim o fez “ele se apresentou em uma casa noturna no bairro de Santa Cecília” Cardim, (2010) se surpreendeu com a presença de Geraldo Vandré na platéia sendo que esse não saia para lugar algum e fica ainda mais surpreso quando Simonal mesmo magro, doente e bem abatido cantou com a mesma voz e a mesma ginga que comandou seus shows durante anos.

WILSON SIMONAL NA VISÃO DA SEMIÒTICA

ANÁLISE

Transcrevemos as falas de personalidades que nos pareceram mais significantes, entre as cenas do documentário sobre Wilson Simonal, para aplicar a análise semiótica do discurso, procurando identificar os sentidos explícitos e implícitos.

Chico Anizio (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), o Simonal para mim é o Rio de Janeiro. Quem não viu o Rio de Janeiro dos anos 50 e 60, não sabe o que perdeu. Quem não viu Garrincha jogar, não sabe o que perdeu.

O Pesquisador Musical Ricardo Cravo Albin (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), ele fazia o que queria da sua voz privilegiada, da sua garganta ordenada em compassos, em musicalidade e em rítmica. Ele realmente era um músico cantor.

Chico Anízio (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), o show dele, quando eu cheguei, Chico Anízio , ele tava no café, tomando um cafezinho. O Simonal, não tem show?” “Tem, o pessoal ta cantando lá.” Eu falei assim, “é mesmo, é?” Ai eu fui lá, tava a platéia, com o palco vazio, “lá, lá, lá, lá, lá… Ai ele entrou e continuou o show e tal. Ele saia do palco, atravessava a platéia, ia ao outro lado, tomava um cafezinho no botequim e dizia, Olha os babacas cantando ali Meu Limão, Meu Limoeiro. Vou Voltar. Ele mandava.

Miéle (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008),  ele começou a vender muito disco. E isso incomoda um pouco a critica. Porque, mostra que o sujeito está muito popular. Muito dentro de esquema mais comercial.

Chico Anízio (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), ele era um brilho no palco ele era o único artista internacional do Brasil. , na Argentina, No México, Na Venezuela, nos lugares todos, ele já tava explodindo. Mario Sabá membro do som 3 – musico. E íamos com Simonal, ou pra Buenos Aires que era quase toda semana que ele virou ídolo lá também, como íamos pra paris e vários lugares da Europa, a gente rodou.

Siraldo (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), Ele fazia um sucesso tão grande uma pessoa tão carismática ele era um talento tão gigantesco, que ele achou que era o dono, o rei da cocada preta. Anízio não era um cara que se julgava o rei da cocada preta… Ele era o rei da cocada preta.

Wilson Simonal, (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), Pobre é que é feliz e tal… Tudo cascata o negocio e eu, você, muita grana no bolso, férias, tutu num banco da suíça, manja? Férias nas ilhas Canárias… è simpático. Alguém na platéia pergunta é verdade que o sucesso te deixou mascarado? Eu sempre fui mascarado.

Nelson Mota (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), No inicio dos anos 60, ate a virada pros 70, ele foi numa ascensão vertiginosa, chegando a um ponto de aparelhar com Roberto Carlos como o artista mais popular do Brasil, por volta de 70 exatamente, que e onde o Brasil é tri-campeão no México. O Simonal tava junto era uma espécie de cantor oficial da delegação. Fazia um imenso sucesso no México também, tanto quanto o Pelé. Pô, eu chegava no aeroporto, todo mundo pedia autografo pra ele quer dizer, parecia que ele era um jogador de futebol.

Chico Anízio (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), estava havendo uma duvida se o Rogério seria inscrito, ou se seria escrito o leão, o terceiro goleiro, ai o Carlos Alberto disse, “ olha aqui, pra que Zagalo, pra que mandar buscar o Rogério, se o Simonal está aqui. O Zagalo disse você joga  eu bato uma bola então amanhã de manhã vamos fazer uma preparação física.  Ver como você está, porque se estiver bem eu te escrevo. Ele acreditou. Ele acreditou.

Nelson Mota (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), Diziam que ele ajudava a ditadura, porque ele fazia com grande competência divertir as massas, então você vai divertir as massas no momento em que as mães estão chorando em casa, que filhos não voltam que não há liberdade e tu também não poderia fazer nada.

Nelson Mota (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), Eu acho muito difícil , e mesmo com a ingenuidade de Simonal não acredito que ele viesse  a ser um informante do Dops naquele tempo, porque, primeiro, ele não sabia de nada, nada. Não sabia por que, não estava interessado nisso estava preocupado em ostentar sua riqueza, suas mulheres, em se divertir não tava nem ai. Era mais o que ele tinha que fazer mesmo, vindo de onde ele veio, vivendo a vida que ele levou, ele merecia. Era legitimo.

Viviane (WILSON Simonal: Niguem Sabe o Duro que Dei, 2008), eu não sei o que houve com a Shell, no aeroporto, com o presidente da Shell.  O homem ficou esperando mais ou menos uma hora e meia lá no aeroporto,  e ele ficou dormindo enquanto isso. Ele era irresponsável.  A Shell cortou, aquela receita lá não existiu mais.  Então ele tava vivendo somente dos shows, e os shows não eram suficientes pelo nível que ele queria levar.  Ai foi indo, foi indo, foi indo mal, ele pegou um dia falou assim, olha eu preciso da chave do escritório e não quero mais seu serviço.

As expressões marcadas em vermelho compõem o plano de leitura do sucesso de Wilson Simonal, enfatizado logo no inicio do discurso e na repetição da palavra sucesso, usada três vezes, assim como outras expressões que confirmam essa leitura: talento tão gigantesco, ídolo. As expressões sublinhadas podem ser lidas num plano de leitura oposto, o da decadência de Simonal, o que é confirmado, explicitamente, no décimo parágrafo.

Nos discursos encontramos temas que confirmam os dois planos de leitura, como o tema da popularidade, concretizado pela figuras, como platéia, shows e autógrafos, e o tema do poder (banco da suíça e tutu no bolso). Mas também identificamos o tema da prepotência, indicando a personalidade do cantor rei da cocada preta, mascarado, Outro tema ligado ao plano de leitura da decadência é o tema da maledicência ou desconfiança sobre o caráter do cantor, explícito nas expressões “informante” ingenuidade, informante, ditadura e Dops. As figuras, marcadas em verde reforçam esses temas num discurso que possui mais aspectos temáticos que figurativos, natural ao gênero documentário.

As expressões marcadas em azul escuro mostram a sintaxe em efeito de proximidade,por exemplo, eu você e meu  já em azul claro é o efeito de distanciamento, como ele, dele e ontem.

Está explicito que ele foi um cantor de grande sucesso, teve fama, dinheiro e poder, porém, o discurso apresenta a idéia, de modo implícito, que a sua arrogância, prepotência e a suspeita de sua ligação com os órgãos do governo (também explícitos) o fizeram cair em decadência, num plano de leitura oposto ao do sucesso. O discurso dialoga com outros discursos como o esporte, a política, o poder econômico.

CONCLUSÃO

O público que assistir ao documentário musical de Wilson Simonal (2008) de Claudio Manoel, certamente não se arrependerá. Esta constatação se evidencia no desenrolar da trama que apresenta-nos um jovem cantor negro, apontado pela sociedade da época como um negro metido a branco, caracterizado por seu jeito irreverente e debochado, ostentando suas riquezas. È quando no auge do sucesso, este assiste a sua carreira sucumbir ao ser acusado pelo crime de delação e condenado ao ostracismo.

O documentário desenvolve um enredo cuja trajetória de Wilson Simonal vivenciada na época da ditadura militar, traz também a alusão de como era explicito o racismo da sociedade. Contudo, o jovem negro mostra-se bem articulado ao conseguir driblar o preconceito sofrido, através de suas músicas.

Este, também nos presenteia com depoimentos dos filhos Max Castro, Simoninha, e amigos de Simonal, como Pelé, Tony Tornado, Chico Anysio, bem como as declarações comprometedoras do seu ex-contador. É neste cenário que Wilson Simonal trava uma luta contra a doença que adquiriu pelo alcoolismo e comove-nos com a árdua e dramática tentativa de limpar o seu nome contra as acusações de um crime do qual jurava inocência.

Acreditamos que quando o músico compõe e canta uma música para seu filho, esse está nos passando uma mensagem para todos os negros continuarem sempre a lutar e nunca desistir de seus sonhos e direitos, num convite para lutar. Porém, não podemos esquecer que o documentário também teve falhas, como e mencionado pelo jornalista Paulo Moreira Leite (2009), pois, se atentarmos para o documentário percebemos que este mesmo sem querer acaba denunciando e trazendo à tona toda a historia da decadência de Wilson Simonal.

REFERÊNCIAS

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MARCELO HESSEL, Omelete. CRÍTICA: SIMONAL – Ninguém Sabe o Duro que Dei. Disponível em:<http://www.omelete.com.br/cinema/critica-simonal-ninguem-sabe-o-duro-que-dei/&gt;. Acesso em : 7 abr. 2011

MARTIN, Marcel. A Linguagem Cinematográfica. São Paulo: Brasiliense, 1990.

ORICCHIO, Luiz Zanin. A critica e o Cinema Impuro. São Paulo: Estação Liberdade, 2003.

PAULO MOREIRA LEITE, Vamos combinar: Procurador diz que tapetão ajudou Simonal.

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PAULO MOREIRA LEITE, Vamos combinar. Simonal entre torturadores e torturados.

Disponível em: <http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2009/05/25/simonal-entre-torturadores-e-torturados/&gt;. Acesso em: 7 abr. 2011.

PAULO MOREIRA LEITE.  Vamos combinar. Simonal: A culpa foi da imprensa?

Disponível em: < http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2009/05/26/1146/&gt;. Acesso em : 7 abr. 2011.

PAULO MOREIRA LEITE.  Vamos combinar. Simonal fez escolhas e opções. Ou não?

Disponível em: < http://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2009/10/28/simonal-fez-escolhas-e-opcoes-ou-nao/&gt;. Acesso em : 7 abri 2011.

SANTAELLA, Lúcia & NÖTH, Winfried., Imagem: cognição, semiótica, mídia. São Paulo: Editora Iluminuras Ltda, 2005.

SANTAELLA, Lúcia. A teoria geral dos signos: semiose e autogeração. São Paulo: Ática, 1995.

SIMONAL NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI, Direção: Cláudio Manoel,  Micael Langer, Calvito Cláudio Leal. Produção: Manoel. Manaus. Produtores executivos: Manfredo G. Barretto. Rodrigo Letier, Carlos Paiva. Produtores associados: Raul Schmidt, Roberto Berliner e Isabelle Tanugi. Direção de fotografia: Gustavo Hadba. Musica: Berna Ceppas. Co. Produção: Globo Filmes, TvZERO, Jaya e Zohar, 2009. 1 DVD (84 min.), preto e branco., legendado.

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1 comentário (+adicionar seu?)

  1. patricia hoffbauer
    out 26, 2013 @ 00:13:57

    esse artigo e simplesmente simplista e desinteressante sem trazer absolutamente nada de novo pra discussao simonal/ditatura/pasquim

    Responder

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